Nada sobre o território
sem quem o habita

Palavras para unir resistências e traçar um futuro vivo.

Manifesto

À porta de casa.
Ao virar da esquina.
Na terra onde crescemos.

Mais uma mina a céu aberto que come a montanha. Mais um mega parque solar que cobre o montado. Outra barragem a afundar hectares. Um resort só para alguns nas dunas que são de todos. Campos de golfe em zonas de seca. Monoculturas superintensivas a secar nascentes, a envenenar os solos e os pulmões. Eucaliptal sem fim. Mais um aeroporto. Mais uma dragagem e um poço de petróleo escavado no fundo do mar. Estes projetos deixaram de estar longe.

Um sistema que devora o que é comum: a terra, a água, a vida.

Estão a chegar a todos os cantos. São a face visível de um sistema que exige crescimento infinito num planeta finito. Um sistema que devora o que é comum: a terra, a água, a vida.

E sabemos que ele não vai mudar sozinho. As forças que o gerem aceleram na direção oposta: artificialização de terras, exploração da Natureza em nome do lucro, legislação para acelerar implementação destes projetos, etc.

Porque é a revolta que gera conhecimento,
e não o contrário.

E agora? Agora resistimos. Porque é a revolta que gera conhecimento, e não o contrário. É do embate emocional perante a ameaça de destruição iminente das terras que amamos que nasce a vontade e a coragem de agir. Esta ação leva-nos a investigar, a aprender, a questionar o que nos é apresentado como inevitável inescapável, a criar laços e comunidades mais fortes, capazes de dizer não. É preciso que algo nos toque diretamente para que o conhecimento desencadeie uma alteração nos nossos hábitos.

Rejeitamos o extrativismo
e afirmamos a regeneração,
a justiça e a solidariedade entre territórios

A BRAVA nasce para fortalecer estas comunidades que se organizam para enfrentar este avanço destrutivo. Rejeitamos o extrativismo e afirmamos a regeneração, a justiça e a solidariedade entre territórios e ecossistemas. Rejeitamos o combate climático como exigência de uma união sagrada de terráqueos para gerirem uma catástrofe planetária – batemo-nos antes pelas nossas condições de vida, e pela preservação daquilo que nos sustenta, local e regionalmente, como comunidades. 

Mutualizamos fundos, experimentamos novos modelos democráticos e estruturamos novas formas de apoio e de luta. Lutamos pelo direito de dizer não à destruição, à ganância, à expropriação e sim à vida, à diversidade, às comunidades com raízes e poder.

Criamos pontes entre quem resiste e quem apoia. Entre recursos e lutas.

Apoiamos quem está na linha da frente, porque cada vitória local é uma vitória global. Criamos pontes entre quem resiste e quem apoia. Entre recursos e lutas.

 Entre coragem e futuro. Porque talvez a capacidade de agir venha, em parte, do próprio agir. Porque muitas vezes ignoramos aquilo de que somos capazes até o termos feito. E porque a luta nos ensina que a revolta é um catalisador de encontros com lugares e com pessoas, algo que engendra a sua própria possibilidade e o seu próprio saber. Resistimos porque acreditamos profundamente, enquanto comunidades ancoradas nos territórios, na nossa capacidade de agir – e porque esta se descobre na própria ação. Resistimos porque o futuro não pode esperar. Porque lutar pela terra é lutar pela vida. 

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